Powered By Blogger

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Enzimas

A maioria das reações químicas do nosso corpo se dá em moléculas orgânicas, e dificilmente ocorrem de forma espontânea. E quando ocorrem a um gato muito grande de energia e lentidão no processo.
As células do nosso corpo têm a capacidade de realizar esses processos de forma rápida e de acordo com sua temperatura graça a ação de enzimas.

ENZIMAS
Catalisadores biológicos de alta especificidade.

CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS

            As enzimas podem ser classificadas de acordo com vários critérios. O mais importante foi estabelecido pela União Internacional de Bioquímica (IUB), e estabelece 6 classes:
            - Oxidorredutases: São enzimas que catalisam reações de transferência de elétrons, ou seja: reações de oxi-redução. São as Desidrogenases e as Oxidases.
            Se uma molécula se reduz, tem que haver outra que se oxide.
            - Transferases : Enzimas que catalisam reações de transferência de grupamentos funcionais como grupos amina, fosfato, acil, carboxil, etc. Como exemplo temos as Quinases e as Transaminases.
            - Hidrolases : Catalisam reações de hidrólise de ligação covalente. Ex: As peptidades.
            - Liases: Catalisam a quebra de ligações covalentes e a remoção de moléculas de água, amônia e gás carbônico. As Dehidratases e as Descarboxilases são bons exemplos.
            - Isomerases: Catalisam reações de interconversão entre isômeros ópticos ou geométricos. As Epimerases são exemplos.
            - Ligases: Catalisam reações de formação e novas moléculas a partir da ligação entre duas já existentes, sempre às custas de energia (ATP). São as Sintetases.
  Em enzimologia, chamomos de substrato (S) à substancia que sofre transformação e produto (P) ao seu resultado final. Logo, podemos definir a velocidade da reação enzimática como sendo a massa de substrato consumido ou massa de produto transformado, na unidade de tempo.

COFATORES ENZIMÁTICOS E COENZIMAS

            Cofatores são pequenas moléculas orgânicas ou inorgânicas que podem ser necessárias para a função de uma enzima.  Estes cofatores não estão ligados permanentemente à molécula da enzima mas, na ausência deles, a enzima é inativa.
            A fração protéica de uma enzima, na ausência do seu cofator, é chamada de apoenzima.
            Enzima + Cofator, chamamos de holoenzima.
 Coenzimas são compostos orgânicos, quase sempre derivados de vitaminas, que atuam em conjunto com as enzimas. Podem atuar segundo 3 modelos:
            - Ligando-se à enzima com afinidade semelhante à do substrato.
            - Ligando-se covalentemente em local próximo ou no próprio sítio catalítico da apoenzima.
            - Atuando de maneira intermediária aos dois extremos acima citados.

ESPECIFICIDADE SUBSTRATO \ ENZIMA: O SÍTIO ATIVO

            As enzimas são muito específicas para os seus substratos. Esta especificidade pode ser relativa a apenas um substrato ou a vários substratos ao mesmo tempo.
            Esta especificidade se deve à existência, na superfície da enzima de um local denominado sítio de ligação do substrato. O sítio de ligação do substrato de uma enzima é dado por um arranjo tridimensional especial dos aminoácidos de uma determinada região da molécula, geralmente complementar à molécula do substrato, e ideal espacial e eletricamente para a ligação do mesmo. O sítio de ligação do substrato é capaz de reconhecer inclusive isômeros óticos "D" e "L" de um mesmo composto. Este sítio pode conter um segundo sítio, chamado sítio catalítico ou sítio ativo, ou estar próximo dele; é neste sítio ativo que ocorre a reação enzimática.esquema de la acción de una enzima
Composto que é transformado por uma enzima que se une a uma zona ativa, onde se produz
ima catálise, que no exemplo conduz a uma formação de produtos.centro activo de una enzima
A zona sombreada são os aminoácidos desta enzima (proteína) que configuram, neste caso, o centro ativo da enzima.

            Alguns modelos procuram explicar a especificidade substrato/enzima:
            - Modelo Chave/Fechadura que prevê um encaixe perfeito do substrato no sítio de ligação, que seria rígido como uma fechadura. No exemplo da figura abaixo, uma determinada região da proteína - o módulo SH2 - liga-se à tirosina fosfatada, que se adapta ao sítio ativo da enzima tal como uma chave faz a sua fechadura. 
  - Modelo do Ajuste Induzido que prevê um sítio de ligação não totalmente pré-formado, mas sim moldável à molécula do substrato; a enzima se ajustaria à molécula do substrato na sua presença.
            - Evidências experimentais sugerem um terceiro modelo que combina o ajuste induzido a uma "torção" da molécula do substrato, que o "ativaria" e o prepararia para a sua transformação em produto.

Amanda Antunes Gonçalves




Desisitir....

Quantas vezes nos sentimos desmotivados diante a adversidades que nos são impostas, e acabamos assim por abandonar algum projeto qu nos é de inegavel importacia... Assim esse blog é pra mim um projeto, onde dedico minha força de vontade e conhecimento...Sei que anda meio abandonado..Mas logo logo ele irá voltar com força total




Amanda Antunes Gonçalves

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

pares cranianos I, II, III, IV e VI

NERVOS CRANIANOS
I par – nervo olfatório
Nervo aferente tem origem no bulbo ofaltório e parte pelos forames da lamina cribiforme. 
II par – nervo óptico
Nervo aferente, parte do bulbo ocular trazendo impulsos da visão e penetra pelo canal óptico, penetra no crânio se unem no quiasma óptico e então os feixes nervosos se cruzam.

III par – nervo oculomotor
Nervo eferente, esse parte do seio cavernoso e deixa o crânio pela fissura orbital superior do osso esfenóide, em um trajeto rumo a orbita ocular.

IV par – nevo troclear
Nervo pequeno e eferente, parte pela parede lateral do seio cavernoso e deixa o crânio em direção a orbita através da fissura orbital superior.

VI par – nervo abducente
Nervo eferente, como nos outros parte pela fissura orbital superior, mas esse possui um trajeto um pouco diferente, mas esse ao contrario de ir próximo ao seio cavernoso esse passa pelo seu interior. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CORANTE DE GRAM

Assim designada em memória de Christian Gram, que desenvolveu o procedimento em 1884, a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gram-negativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias.
Neste procedimento, as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta, seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração, como o metanol. Seguidamente, são novamente coradas com safranina.
As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante, devido à maior espessura da parede celular, e ficam coradas de azul ou violeta, enquanto que as bactérias Gram-negativas, após a descoloração pelo metanol, são coradas pela safranina e ficam vermelhas. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas.
As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas, mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. Esta distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares.

Estrutura bacteriana:


Parede celular - Envoltório extracelular rígido responsável pela
forma da bactéria constituída por um complexo protéico - glicídico
(proteína + carboidrato) com a função de proteger a célula contra
agressões físicas do ambiente.
Não possui celulose como as das células vegetais.

Cápsula - Camada de consistência mucosa ou viscosa formada por
polissacarídeos que reveste a parede celular em algumas bactérias.
É encontrada principalmente nas bactérias patogênicas,
protegendo-as contra a fagocitose.

Membrana plasmática - Mesma estrutura e função das células
eucariontes.

Citoplasma - Formado pelo hialoplasma e pelos ribossomos.
Ausência de organelas membranosas.
Mesosomoinvaginação da membrana plasmática, importante durante
a duplicação e divisão bacteriana.
Nucleóide - Região onde se concentra o cromossomo bacteriano,
constituído por uma molécula circular de DNA. É o equivalente
bacteriano dos núcleos de células eucariontes. Não possui carioteca
ou envoltório nuclear. Além do DNA presente no nucleóide, a célula
bacteriana pode ainda conter moléculas adicionais de DNA,
chamadas plasmídios ou epissomas.

Plasmódios – também possuem material genético
Flagelos - Apêndices filiformes usados na locomoção.

Fímbrias - Apêndices filamentares, de natureza protéica, mais finos
e curtos que os flagelos. Nas bactérias que sofrem conjugação, as
fímbrias funcionam como pontes citoplasmáticas permitindo a
passagem do material genético.

Classificação morfológica das bactérias:


-Cocos, são células bacterianas, esféricas não-perfeitas, quando estão associadas, recebem outro nome de acordo o seu arranjo. Ex: em cadeia são chamadas de streptolococos.
-Bacilos, são células cilíndricas, em forma de bastonete, em geral se apresentam como células isoladas porém, ocasionalmente pode-se observar bacilos aos pares (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).
- Espiraladas, são bactérias de forma espiralada podendo ser classificadas em:
Vibrião: possui a forma de sabonete curvo ou de virgula.
Espirilo: forma helicoidal e corpo rígido
Espiroquetas: forma helicoidal e corpo flexível. 

um pouco de microbiologia

INTRODUÇÃO
Antigamente pouco se conhecia dos microorganismos, com o auxilio do microscópio tudo mudou.
O grupo mais numeroso pertence às bactérias. Sua taxonomia é complexa e sujeita a varias alterações. Mas apesar disto ainda podemos classificá-las quanto sua capacidade de coloração (Bar e Gram), e por sua morfologia celular.
 Outro grupo de organismo também foi logo descoberto, os vírus. Ao contrario do reino vegetal e outros, estes são parasitas obrigatórios, incapazes de replicar e sobreviver independentemente. Os vírus possuem uma estrutura simples, com sua formação genética codificada ou em DNA ou em RNA, dentro de um revestimento protéico (capsidio) e em alguns casos em especiais por uma membrana denominada envelope.

BACTÉRIAS
As bactérias foram descobertas por Antoni van Leeuwenhoe em 1683. Leeuwenhoek era um negociante holandês que tinha como passatempo polir lentes e construir microscópios. Com um desses aparelhos ele observou resíduos retirados de seus próprios dentes e, para sua surpresa, viu seres minúsculos em forma de bastonetes. Ele também observou seres microscópicos semelhantes em muitos outros materiais (água parada, gota de água sobre plantas etc.). Em suas descrições, ele refere-se a esses seres microscópicos como "animálculos", que significa pequenos animais.

Importância: Os vários tipos de bactérias podem ser prejudiciais ou úteis para o meio ambiente e para os seres vivos. Com técnicas da biotecnologia já foram desenvolvidas bactérias capazes de produzir drogas terapêuticas, como a insulina. Há bactérias que agem na decomposição de matéria orgânica e na fixação de compostos nitrogenados, na produção de álcool.

Características gerais: as bactérias pertencem ao reino monera, sendo organismos unicelulares, sem membrana nuclear (carioteca), microcospicos, podendo ser moveis ou fixos, e tendo uma velocidade acelerada de replicação de DNA.
Há dois grandes grupos de bactérias:
Arqueobactérias
As arqueas são pouco conhecidas devido às dificuldades de acesso aos seus hábitats e de coleta de material, além da grande diversidade de seus processos bioquímicos. Atualmente, são bem conhecidas as bactérias metanogênicas, que são anaeróbias e produtoras de metano; as halófitas, que são aeróbias e vivem em ambientes com alta concentração de sais; e as termoacidófilas, que suportam altas temperaturas e grande acidez do meio.
As arqueas são semelhantes às bactérias e só foram diferenciadas graças às técnicas de análise molecular. Uma das diferenças consiste na composição química da parede celular, pois as bactérias apresentam peptidoglicano na sua parede, enquanto as arqueas não. Elas apresentam polissacarídeos e outras apresentam apenas proteínas.
Mas a diferença mais marcante está na organização e funcionamento dos genes. Estudos mostram que as seqüências codificadas nos genes das arqueas estão mais próximas dos eucariontes do que das bactérias.
As arqueas podem ter forma esférica, de bastão, espiralada, achatada ou irregular.
Eubactérias
Este grupo reúne a grande maioria das bactérias conhecidas. As bactérias são seres minúsculos, extremamente resistentes e possuem uma incrível capacidade reprodutiva.
Ocorrem em praticamente todos os ambientes, podem viver isolados ou em colônia e medem cerca de 1 µm = 0,001 mm, podendo ser vistas apenas com o auxílio de um microscópio.
São seres procariontes, pois não possuem núcleo organizado por uma membrana carioteca. Seu DNA é um único filamento em anel, chamado de nucleóide. Além disso, apresenta plasmídios dispersos no citoplasma, que são pequenos anéis de DNA.
O envoltório celular é composto por uma membrana plasmática e por uma parede celular mucocomplexa (açúcares aminados e aminoácidos) e externamente pode haver uma capsula gelatinosa protetora, formada por polissacarídeos.
No citoplasma há ribossomos, e em cianobactérias podem haver pigmentos fotossintetizantes.
Pode haver estruturas de locomoção como cílios e flagelos e estruturas de resistência como esporos.
A classificação morfológica é: cocos, bacilos, vibrião e espirilo e podem se arranjar como cocos, diplococos,estafilococos, estreptococos, etc.
Quanto à composição da parede, podem classificadas em gram-positivas e gram-negativas.
Podem se reproduzir por divisão binária, conjugação, transdução, transformação.
As bactérias possuem uma importância econômica muito grande, podendo ser causas de muitas doenças. Podem ser usadas nas indústrias alimentícias, farmacêuticas, cosméticas, etc.