Ao realizarmos uma restauração segue a ordem das seguintes camadas:
Um forrador cavitário que em geral é o hidróxido de cálcio, devido este ter uma ação anti-bacteriana e também estimular o desenvolvimento da polpa com a formação de dentina restauradora, no entanto o hidróxido de cálcio possui baixa resistência mecânica sendo propenso a percolação marginal. Mesmo com os contras ele é um dos forradores cavitários mais utilizados.
Logo após teremos a aplicação de uma base cavitária, que poderá ser:
- cimento fosfato de zinco;
- oxido de zinco e eugenol;
- cimento ionômero de vidro.
Antes do uso da base recomenda-se o uso de um selante ou vedador, exceto no caso do cimento ionômero de vidro.
Os cimentos são produzidos a partir da reação química de um ácido e uma substancia básica, sendo mais comum um óxido ou um hidróxido. Em geral apresenta baixa resistência, desintegra com os fluídos bucais e possui pouca ou nenhuma adesão com a dentina (há exceções).
Os cimentos mais utilizados para base cavitária são os de oxido de zingo e eugenol. Sendo ele dos seguintes tipos:
- Tipo I, para cimentações temporárias de curta duração; possui baixa resistência e é de fácil extração o que o torna excelente para restaurações provisórias. O sistema utilizado foi o de pó e liquido que devem ser espatulados até apresentarem uma forma não pegajosa e tateável, capaz de ser moldada. Lembrando quanto mais eficiente e rápida a manipulação do material melhor será sua qualidade e maior seu tempo de manipulação.
- Tipo II, para restaurações provisórias de longa duração, também sendo utilizado para cimentação permanente por ter boa qualidades biológicas sendo os fatores mecânicos seu limitante.
- Tipo III, para restaurações provisórias e bases para isolamento térmico.
Contudo esse tipo de base não é recomendado diretamente sobre a polpa por o eugenol ser um agente irritante para a mesma. Mas estes apresentam um bom selamento marginal, isola térmico, químico e elétrico.
O cimento ionômero de vidro é composto por uma resina natural e outra sintética que quando aplicado sobre a cavidade evapora rapidamente, os ionômeros podem ser classificados como: tipo I (cimentação), tipo II (restauração) e tipo III (forração), sendo que esse preferencialmente não deve ser manipulado sobre blocos de vidro com espátula de metal. E após sua colocação no dente deve-se aplicar um verniz.
Logo acima da base cavitária virá à restauração podendo essa ser em amalgama ou resinas compostas.
Amanda Antunes Gonçalves
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